« Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo » (Mt 2,2)
Hoje, na festa da Epifania deste 6 de janeiro de 2026, chega ao seu término o Ano Santo Jubilar da Esperança, inaugurado pelo venerável Papa Francisco, de feliz memória, e encerrado com o fechamento da última Porta Santa — a da Basílica de São Pedro, em Roma — pelo Papa Leão XIV. No início do que foi também a sua última catequese jubilar dos sábados, no passado dia 20 de dezembro, ele nos dizia: « Não termina a esperança que este Ano nos deu; continuaremos a ser peregrinos da esperança! »
Receber, neste contexto eclesial, o Evangelho que a liturgia de hoje nos oferece é muito oportuno, talvez mais do que nunca, porque reafirma a vocação da Igreja e de cada batizado e batizada a serem universais e peregrinos, sempre em busca e cheios de esperança.
Com efeito, os Magos do Oriente, segundo o relato de Mateus, põem-se a caminho à procura do Rei dos judeus para adorá-lo. São guiados por uma estrela que os precede, ilumina e mantém acesa a sua esperança, a sua busca da verdade e a sua coragem para anunciar que o menino que nasceu em Belém é digno de toda adoração. O Ano Santo que vivemos deu-nos a oportunidade de refletir e celebrar o fato de sermos homens e mulheres peregrinos, como os Magos, e também pessoas de esperança como eles. Um Ano Santo jubilar é como um percurso vivencial daquilo que se propõe celebrar: assim, quando vivemos o Ano da Misericórdia, aprendemos a acolher e agradecer a misericórdia do Deus Pai bom e a ser também nós misericordiosos como Ele.
Este Ano Jubilar que hoje concluímos também nos ofereceu a oportunidade de aprender, interiorizar e aplicar na vida cotidiana os ensinamentos da Igreja que os Magos nos sintetizam em quatro atitudes vivenciais:
Somos buscadores, peregrinos de coração inquieto, à procura de um Deus apaixonado que nos conduz a amá-lo e adorá-lo sempre.
Caminhamos em grupo, de forma sinodal, escutando sempre os outros para chegar à verdade.
Somos guiados por uma estrela que, quando a vemos, nos enche de alegria. Essa estrela é a nossa esperança, que nos faz caminhar de cabeça erguida e na clareza. Como acrescentava o Papa Leão em sua catequese jubilar de 20 de dezembro: « Sem esperança, estamos mortos; com esperança, vimos à luz. A esperança é generativa… é uma virtude teologal, isto é, uma força de Deus, e como tal gera, faz nascer e renascer. »
Podemos, então, ser como os Magos: não colecionadores de estrelas, mas buscadores e anunciadores da grande e verdadeira estrela que nos mostra Deus na humildade de uma manjedoura, esperando todos os homens e mulheres de todos os povos da terra para serem salvos pelo seu Amor.

Irmã Rina Fernández
Província Santa Rosa de Lima













