“Sermos honestos e coerentes com nós mesmos e com os outros”.
As leituras deste domingo nos convidam a refletir sobre a importância da coerência entre as nossas palavras e as nossas ações, que são o fruto do que realmente somos.
O livro do Eclesiástico destaca a importância da palavra. Ele nos adverte que “a palavra revela o coração da pessoa”, por isso, devemos ter muito cuidado com o que dizemos e estar plenamente conscientes das palavras que pronunciamos!
A peneira, o forno, a reflexão e o fruto da árvore são imagens que nos ajudam a compreender o que realmente tem sentido. A sabedoria não vem apenas do que fazemos ou sentimos; a sabedoria vem do mais profundo do nosso ser. Por isso, a palavra sábia tem um valor imenso.
De fato, a palavra tem uma grande importância no ser humano, pois nela se expressam nossos sentimentos e desejos; o amor e o ódio; a verdade e a mentira; a exortação e a calúnia.
En el Evangelio (Lucas 6, 39-45 ) nos habla del ciego que guía a otro ciego, de la paja que vemos en el ojo ajeno y de la viga que no vemos en el nuestro.
A imagem é muito clara: Jesus nos fala sobre a “correção fraterna”, através da qual ajudamos o nosso irmão.
Antes de corrigir os outros, será que faço, com humildade e honestidade, minha própria autocrítica?
Jesus também nos ensina que toda árvore é reconhecida pelos seus frutos. Ele nos lembra que nenhuma árvore pode dar frutos diferentes da sua essência e que cada uma é conhecida por aquilo que produz:
“Uma árvore boa não dá frutos ruins, nem uma árvore má dá frutos bons.”
Aqui vemos a importância de ter um coração bom para pronunciar boas palavras. Jesus nos ensina que as nossas ações refletem o que carregamos dentro de nós. Ele nos lembra que “a boca fala do que está cheio o coração”, e nos convida a imitar a misericórdia do Pai.
O que devemos ter em nosso coração? Misericórdia, bondade, compaixão, humildade… É daí que nascem os frutos da nossa vida, onde os outros poderão colher.
Um exemplo de profunda coerência entre fé e vida encontramos em São Francisco Coll. Sua vida foi um testemunho de amor e entrega a Deus e aos outros, e suas palavras e ações refletiam a autenticidade da sua fé.
No cotidiano da nossa vida, é bom fazermos um exercício de sinceridade e pararmos para refletir sobre a coerência entre nossas palavras e nossas ações. Vivamos e transmitamos o Evangelho com coerência e autenticidade.
Ir. Mª Ángeles Peña Peña
Comunidade de Valência
Província Rosa Santaeugenia












