Como está o meu crescimento na fé e se procuro Deus de todo o coração?
Neste segundo domingo da Quaresma, a primeira leitura do livro do Génesis (Gn 15,5-12.17-18) mostra a fé e a obediência de Abrão a Deus, que lhe promete uma grande descendência. Este grande patriarca da fé é um exemplo claro para todos os cristãos de que devemos confiar em Deus em todas as circunstâncias da vida, nos momentos de alegria e de dificuldade, Deus é sempre fiel à sua promessa; quando o homem confia nele, ele fará a sua obra. No Salmo 26, o salmista sublinha que Deus é luz, salvação e força, devemos procurar constantemente Deus no meio do que vivemos todos os dias, por vezes sentimo-nos sozinhos e abandonados por Ele e pelas pessoas em quem confiamos, mas Deus vem sempre ao nosso encontro.

A leitura da carta do Apóstolo Paulo aos Filipenses nos diz que muitos vivem como inimigos da cruz de Cristo, isso nos faz refletir que como seguidores de Jesus muitas vezes abandonamos a cruz porque queremos viver no conforto, porque não nos comprometemos a viver radicalmente a palavra de Deus, ou outras coisas que nos distanciam Dele. Por isso, a palavra de Deus convida-nos a permanecer firmes e fiéis a Deus.
O evangelho de Lucas apresenta-nos um cenário muito bonito e comprometedor, a transfiguração de Jesus, e ao mesmo tempo interroga-nos se somos verdadeiros discípulos de Jesus, orantes e dispostos a caminhar com ele, como Pedro, Tiago e João que estavam com ele, apesar do cansaço.
Moisés e Elias anteciparam uma conversa sobre a morte de Jesus em Jerusalém e Pedro, querendo o melhor para Jesus, pede-lhe que construa uma cabana para cada um deles, com a intenção de que Jesus viva em paz, glorificado, mas Jesus deixa claro que a sua missão não é viver no conforto, a sua glorificação deve passar também pela cruz, por isso desce do monte Tabor, vai para a rua, onde está a dor e o sofrimento. Jesus procura novas estratégias para nos fazer compreender que a sua missão evangelizadora é a itinerância e a pregação da palavra.
Por fim, perguntamo-nos se nos sentimos amados e escolhidos por ele, como nos diz o Evangelho. “Este é o meu filho, o meu eleito; escutai-o”.
Ir. Maura María Tzep Ajú
Comunidade de Chichicastenango
Província de São Martinho de Porres.













