Primeira leitura: (Is 55,6-9)
“Meus planos não são os vossos planos, e os vossos caminhos não são os meus caminhos.” Quero pensar que Deus olha sempre para o bem de suas criaturas. Ele nos convida a percorrer os caminhos mais adequados para tornar presente o Reino.
Segunda leitura: (Fl 1,27)
“O importante é que leveis uma vida digna do Evangelho.” Para São Paulo, a vida ou a morte passam para um segundo plano. O conhecimento de Jesus faz com que para ele importe somente ser fiel ao seu Senhor.
Evangelho: (Mt 20,1-16)
A parábola dos trabalhadores da vinha reflete um costume que existia antigamente em muitos povoados. Os trabalhadores diaristas levantavam-se de madrugada e iam para a praça da cidade esperar ser contratados por aqueles que precisavam de seus serviços. Não tinham outra fonte de renda além do seu trabalho. Ter garantido o salário do dia era uma sorte. Não havia trabalho para todos, mas eles continuavam ali. À medida que o tempo passava, surgia o desânimo: alguns desistiam e iam embora; outros perseveravam e conseguiam trabalho, ainda que fosse ao meio-dia ou no final da tarde. Estes continuavam esperando e conseguiam trabalho. A perseverança deu fruto. É a atitude do servo: “Eis-me aqui, Senhor; nada tenho e de tudo necessito”.
É isso que nos comove na bondade de Deus: “Ide também vós para a minha vinha”. Não importa quanto tempo tenham trabalhado; Deus está sempre disposto a socorrer aquele que está necessitado.
O contrato com os primeiros trabalhadores foi baseado na justiça; o dos últimos, em uma grande misericórdia. O coração de Cristo os iguala na recompensa porque, mais do que o fruto do trabalho, importa-lhe a necessidade deles. Dar um denário aos últimos não era uma exigência da justiça, mas sim da bondade de um homem compassivo que procura aliviar as necessidades dos outros. Dar um denário aos que chegaram na primeira hora era o que havia sido combinado; era cumprir a justiça.
Ir. Olga Díaz
Província Rosa Santaeugenia














