Mateus 11,25-30
Neste Evangelho, Jesus começa agradecendo ao Pai porque revelou os mistérios do Reino dos Céus aos simples e humildes, e não aos sábios e entendidos, àqueles cuja soberba intelectual pode impedir o reconhecimento de Deus no cotidiano.
Isso não significa que buscar um conhecimento mais profundo seja algo errado, mas sim que devemos reconhecer que tudo é graça. Por isso, o grande intelectual e místico São Tomás de Aquino, depois de experimentar profundamente os mistérios de Deus por meio de uma experiência mística, reconheceu em seu leito de morte que tudo o que havia escrito era “palha”, ou seja, nada se comparava ao que Deus lhe havia revelado.
Neste texto também contemplamos a profunda intimidade entre o Pai e o Filho. Jesus não guarda essa relação apenas para Si, mas deseja revelá-la, por pura graça, àqueles que Ele quiser. Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos conceda participar dessa mesma intimidade familiar com Deus.
Por fim, encontramos um convite ao descanso e ao “jugo suave”. Nestes tempos em que vivemos frequentemente cansados e sobrecarregados pelas exigências da vida diária, o Senhor se oferece como nosso alívio e descanso.
“Tomai sobre vós o meu jugo” é um convite para caminhar ao lado d’Ele. Jesus carrega conosco o peso da vida. Isso exige que sejamos mansos e humildes de coração, como Ele, para encontrarmos verdadeiro descanso em Sua companhia diante das tantas exigências do mundo de hoje.
Em um mundo onde, para sermos reconhecidos, precisamos parecer sábios, bem-sucedidos e autossuficientes, o Senhor nos convida a sermos pequenos, a deixar as cargas que não nos pertencem e a permitir que Deus nos alivie. Confiemos em Seu infinito amor e misericórdia. Deus nunca se deixa vencer em generosidade.
Concluímos a reflexão de hoje com esta pergunta: Quais cargas você deseja entregar a Jesus hoje? Escreva nos comentários. Comprometemo-nos a rezar por você. Muitas bênçãos.
Irmã Fanny Calderón Pérez
Província Santa Rosa de Lima













