«A Santíssima Trindade: Mistério de Amor e Unidade na Obra da Salvação»
Após Pentecostes, quando a Igreja celebrou a efusão do Espírito Santo sobre os apóstolos, contemplamos hoje o mistério da Santíssima Trindade: um só Deus em três Pessoas – Pai, Filho e Espírito Santo.
A primeira leitura apresenta a Sabedoria de Deus como uma pessoa ativa na criação. No Antigo Testamento, Deus revela-se a Moisés como o Deus fiel, Aquele que vê o sofrimento do seu povo e intervém para o salvar. O Salmo 8 exalta esta grandeza divina, maravilhando-se com a atenção que Deus dedica ao homem, tão pequeno perante a imensidão do universo.
Uma vez que Deus escolheu o povo judeu para dar-lhe a conhecer o seu nome, sendo que Ele próprio era judeu, surgia uma questão importante: os pagãos deveriam primeiro adotar os costumes judaicos? Alguns, orgulhosos da sua descendência abraâmica, acreditavam ter a exclusividade da salvação. Mas São Paulo afirma com veemência que a justificação vem da fé, e não das observações legais. Judeus e pagãos são reconciliados na única graça trinitária: “Por Cristo, no Espírito, temos acesso ao Pai”.
O Evangelho mostra Jesus a anunciar a sua Paixão aos discípulos. Ele promete-lhes o Espírito da verdade para os guiar até à plenitude da revelação. Após a sua Ressurreição, envia-lhes a batizar todas as nações “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Celebrar a Trindade é adorar um só Deus: Pai criador, Filho redentor e Espírito santificador. Que esta festa fortaleça a nossa fé neste mistério de amor e unidade.
Ir. Bénédicte DAGO
Comunidade de Bouaflé – Costa do Marfim













