A celebração da dedicação da Basílica de São João de Latrão nos recorda a bondade de Deus e a promessa cumprida por Jesus a Pedro quando disse: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e o poder do inferno não prevalecerá contra ela.”
Desde que o cristianismo foi aceito pelo Império Romano no século IV, a Basílica de São João de Latrão tornou-se o símbolo do catolicismo. É a sede oficial do bispo de Roma, onde se encontra a cátedra do sucessor de Pedro. Reconhecida como a catedral do Papa, recebe o título de “mãe e cabeça de todas as igrejas da cidade e do mundo.”
A primeira leitura descreve o ideal de um templo: um ponto de encontro entre o rio e o mar, um lugar onde a terra e o céu se unem. Essa compreensão nos ajuda a entender a ação de Jesus ao expulsar os vendedores. O templo, que devia ser um lugar fecundo de bondade e santidade, havia se transformado em um espaço de engano e pecado.
Os sacerdotes do templo perguntam a Jesus com que autoridade Ele age, e Ele responde convidando-os a destruir o templo, pois Ele o fará ressurgir: “Ele falava do templo de seu corpo.” Com a Páscoa de Jesus — com seu corpo destruído e ressuscitado — começa o novo culto. Ao mesmo tempo, somos lembrados de que hoje cada um de nós, em Cristo ressuscitado, somos “templo de Deus”, porque o Espírito habita em cada um de nós (1Cor 3,16).
Além do sentido literal e histórico do texto, temos aqui o sentido teológico: o lugar da presença de Deus passa a ser a assembleia dos cristãos; um edifício formado por pessoas, “pedras vivas”. Todos nós fomos consagrados “templo de Deus” no dia do nosso batismo.
Esta festa deve despertar nos fiéis o dom da comunhão com o Papa e a certeza de reconhecer qual é o verdadeiro templo de Deus. Cristo é o verdadeiro lugar onde Deus se fez próximo, onde se fez homem. Nunca seremos privados desse verdadeiro santuário: Jesus Cristo.
Irma Tresia
Provincia San Raimundo de Peñafort













