A liturgia deste domingo, o sexto do tempo pascal, mergulha-nos na doçura das promessas de Cristo: o amor, a paz e a presença do Espírito Santo.
De facto, à medida que nos aproximamos do Pentecostes, a Igreja convida-nos a contemplar como Deus continua a agir no nosso mundo, nos nossos corações, na sua Igreja.
No Evangelho submetido à nossa meditação, Jesus entrega-nos um tesouro: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele a nossa morada.” Deus quer permanecer próximo. Quer permanecer em nós, fazer do nosso coração um santuário vivo. Esta presença repousa numa resposta de amor. Amar Jesus é guardar a sua palavra, é viver segundo o Evangelho, privilegiando o perdão, a humildade, a verdade e a fidelidade. E Ele, Jesus, sabe que não é fácil; por isso promete o Defensor, o Espírito Santo que ensinará tudo e recordará as suas palavras. Não é um Espírito de medo ou de constrangimento, mas sim, um Espírito de verdade e de luz, que saberá iluminar-nos nos momentos difíceis e unir à Igreja na paz. É aliás o que observamos na primeira leitura: os apóstolos, após a crise, prevalecem iluminados pelo Espírito Santo e decidem com sabedoria e misericórdia.
Na segunda leitura, São João dá-nos uma visão grandiosa: a Jerusalém celeste, uma cidade de paz, de unidade, sem lágrimas nem divisão, onde Deus habita com o seu povo. Esta cidade não é apenas para o futuro. Ela já pode nascer no seio das nossas comunidades, cada vez que escolhemos a paz em vez do conflito, a compaixão em vez da indiferença, o diálogo em vez da guerra.
Peçamos ao Senhor que reacenda em nós o amor à sua palavra para vivermos verdadeiramente com um coração aberto ao Espírito Santo, e que sejamos verdadeiros artífices da paz para a espalhar à nossa volta.
Ir. Desirée NIANGORAN,
Comunidade de Bonoua-Collège (Costa do Marfim)
Vicariato Saint François Coll













