A Igreja nos oferece hoje um olhar messiânico.
Em primeiro lugar, no relato de Isaías, o povo disperso se reúne e predomina uma imagem de concórdia universal.
Por sua vez, o Apóstolo dos gentios, em sua Carta aos Hebreus, exorta os homens de seu tempo e a nós a reconhecer os erros juntamente com as faltas cometidas e a aceitar com humildade e gratidão a correção, com os olhos fixos na meta que não é outra senão o Banquete do Reino.
Finalmente, Lucas, em seu Evangelho, nos coloca diante da porta estreita que se abre ao homem no momento crucial de sua identidade, com o risco de sofrer uma desilusão sem recurso. Talvez tenham estado próximos da presença e da Palavra do Senhor, mas não olharam como Ele,
não tocaram de perto a dor alheia como Ele,
não transmitiram a mensagem do Reino como Ele,
não seguiram seus passos nem carregaram seu jugo leve.
Em uma palavra, apenas foram espectadores e participantes de encontros fortuitos ou passageiros.
Estarão sim “os outros” – talvez os últimos – que ocuparão os lugares vazios.
Olhando para a realidade da nossa sociedade atual, poderíamos assimilar esta situação a uma manchete jornalística um tanto sensacionalista:
« Migrantes de países vizinhos ocupam numerosos postos de trabalho »
« Jovens argentinos que prolongam sua dependência familiar e o uso de subsídios, não se capacitam adequadamente para se desenvolver no plano laboral e, ao chegar à idade adulta, não estão aptos para ingressar no mundo do trabalho »
Que a Palavra de Deus hoje, nos recorde, que a salvação não se herda por proximidade nem por costume, mas se acolhe com decisão e com obras de amor. O Reino é dom e tarefa: entrar pela porta estreita é aprender a olhar, sentir, anunciar e caminhar como Jesus.
Irmã María José Bailos
Comunidade Casa Provincial
Província Santa Rosa de Lima












